Conhecendo a História do Ofurô

Antigas escrituras Japonesas relatam que  Monges Zen, ao construírem seus monastérios em meados do século XII, montavam em primeiro lugar uma sala de meditação com um OFURÔ para somente depois iniciar a construção do prédio.

Os Samurais dos Séculos IX ao XIX, guerreiros bravos e com rígidos códigos de honra, acabaram por adotar a filosofia Zen afim de manterem o autocontrole da mente, mesmo em ocasiões de combates mortais.Esta prática Zen incluía o banho de Ofurô para uma total purificação mental e corporal.

O costume do tradicional banho de Ofurô no Japão de hoje ainda permanece pois a nação preserva um grande respeito por suas tradições seculares. O banho, tradicionalmente, é feito coletivamente e tem entre uns de seus maiores benefícios a “limpeza mental”, inclusive mais do que a de higienização física. Para que a água seja compartilhada por toda a família sem ter a necessidade de trocá-la a higiene física tem que ser realizada fora do ofurô. Este banho inicia-se com o usuário molhando o corpo com a água retirada do próprio ofurô com balde de madeira, derramando-a sobre a cabeça. Após o ensaboamento, sentado em um banquinho de madeira, derrama-se mais água do ofurô sobre o corpo até que todo o resíduo de espuma seja retirado por completo. Após este processo, o usuário pode entrar no ofurô e aproveitar-se da água limpa e muito quente, geralmente acima de 40ºC. O uso da madeira na arquitetura dos Japoneses se popularizou e tem como base o conceito Zen. Nota-se que a cultura milenar japonesa leva em conta fatores como simplicidade e originalidade, sempre contra artificialismos ou sofisticações que acabam por esconder a essência verdadeira da madeira e suas magníficas propriedades.